Gasolina no Sangue

Gasolina no Sangue O sr. da mercearia tinha uma carrinha Mini, e havia apenas mais 2 carros na aldeia, um Datsun 1200 e um Opel 1604. Todos eles contribuíram para esta paixão.
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Nasci em Torres Vedras, no dia 11 de Maio de 1968, vivia-mos numa aldeia próxima, Montengrão, o meu pai faleceu quando eu tinha apenas 2 anos de idade, a minha mãe não tinha carta de condução nem automóvel e por isso sempre que necessitávamos de nos deslocar utilizava-mos os autocarros da empresa Barraqueiro, muito velhinhos, alguns já meio a cair aos bocados, acho que foram esses autocarros, nos

quais eu procurava ir sempre em cima da caixa que cobria o motor, situada o lado do condutor, que despertaram em mim a paixão pelos motores e pelos veículos. Com 3 ou 4 anos de idade, umas senhoras da aldeia deram-me uma pequena camioneta de plástico, que ainda hoje tenho, foi um presente maravilhoso, fiquei mesmo feliz e ainda hoje guardo na memória esse momento. O padeiro da aldeia também tinha umas carrinhas Austin J2 e Morris JU que me despertavam bastante interesse, principalmente no inverno, quando ficavam atoladas na lama das estradas daquela época. Havia ainda um senhor que costumava lavrar um terreno em frente à minha casa com um trator Fordson Major, que fazia um barulho impressionante quando estava em esforço, que despertou ainda mais a minha curiosidade de como é que uma máquina podia ter tanta força. Quando ia a Torres Vedras com a minha mãe, adorava ver os carros estacionados na cidade, dizer a marca deles todos e se possível tocar-lhes no emblema, coisas de criança...
Quando eu tinha 5 anos fui internado no Hospital de Dona Estefânia e aí recebi, num Natal que lá passei, alguns carrinhos de presente, que ainda hoje conservo, e foram os primeiros carrinhos de metal que vi. Ainda quando tinha 5 anos, a minha mãe voltou a casar e mudamos de aldeia, para Bonabal, mantendo a mesma freguesia e o Concelho de Torres Vedras, e a paixão dos automóveis foi sempre crescendo. Quando tinha 7 anos voltei a ser internado no Hospital de Dona Estefânia e durante esse tempo o meu padrasto, a quem eu sempre chamei de pai, comprou uma carrinha Volkswagen Tipo 3 Variant 1500 S, de 1965, na qual me foi buscar quando tive alta, vi o carro e adorei-o, ainda hoje está cá em casa. Quando aprendi a ler, a minha mãe quis oferecer-me um livro e perguntou-me o que é que eu queria, pensando que eu iria pedir algum livro infantil ou de histórias aos quadradinhos, mas, pedi-lhe uma revista de automóveis... Ela ficou um pouco surpreendida, mas lá me comprou a revista de automóveis, um exemplar da revista Mundo Motorizado. Ela dizia que eu tinha gasolina no sangue, tal era a paixão por carros e motores. Na escola primária, a professora perguntou-nos um dia se sabíamos o que queríamos ser ou fazer quando fossemos grandes e eu respondi, sem dúvida nenhuma, que queria ser engenheiro de automóveis e que queria ir para a Volkswagen na Alemanha para fazer um carro novo. Como é obvio todos os meus colegas riram, mas como os sonhos dão muitas voltas...
Sempre que podia lia tudo o que encontrava sobre automóveis e ainda hoje mantenho esse hábito. Não consigo imaginar a minha vida sem estar ligada aos automóveis. Já com 16 ou 17 anos comecei a escrever no jornal local «Badaladas» sobre o automóvel, mecânica e história automóvel. Em 1993 entrei para a Volkswagen Autoeuropa, fui dos primeiros colaboradores e tive o privilégio de participar na preparação do arranque da fábrica. Ainda hoje exerço a minha principal atividade profissional na Volkswagen Autoeuropa. Em 1995 fiz os meus dois primeiros restauros, um Triumph Herald 13/60 de 1968 e uma motorizada nacional SIS Sachs Lebre de 1964, que foi oferecida por amigos cá da aldeia. Mais tarde, em paralelo com o trabalho na Autoeuropa, comecei a escrever numa revista de automóveis antigos, que fechou pouco depois e, no ano 2000, o Diretor da Revista «Topos&Clássicos» convidou-me para escrever na revista e aí fiquei durante cerca de 11 anos, tendo publicado inúmeros artigos de reportagem, investigação, história, opinião, testes de estrada e reportagens fotográficas. Tive várias capas de revista com fotos minhas, e algumas revistas com artigos muito completos, sobre alguns temas específicos ou veículos especiais, como por exemplo autocarros antigos, tratores agrícolas, motos, carros especiais, centenários, entre outros. Entretanto fui participando na organização de eventos ligados aos automóveis, motos e outras viaturas antigas, passeios, encontros, exposições. Realizei alguns colóquios e apresentações sobre o tema. Colaborei nalguns livros e estou a preparar outros dois livros. Entretanto, fui continuando a restaurar alguns carros antigos e motos, mas devido ao pouco tempo disponível muitos deles ainda estão em fase de restauro, também fui comprando outros que gostei, alguns já vinham restaurados, tive também várias ofertas de carros antigos de pessoas conhecidas, de colegas e de amigos, os quais pretendo restaurar e alguns já estão a ser restaurados, como o Citroën 2CV AZL3 de 1959 oferecido por um amigo e colega. Aguardam restauro, um Peugeot 204 oferecido por um colega de trabalho, um Ford Taunus 17m oferecido pelo primo de um colega de trabalho, um Renault 16 TL oferecido pelo sogro de um colega de trabalho e algumas motorizadas. Tenho trabalho de restauro que me dá pelo menos até aos 100 anos. Em 2006 fui trabalhar para Volkswagen AG, em Wolfsburg, como membro da equipa de projeto de um novo carro, o Volkswagen Scirocco, tendo sido a concretização daquele sonho de criança da escola primária. Muitos dos meus colegas de infância vieram ter comigo e disseram-me: "Quem diria que um rapazito do Bonabal um dia iria mesmo trabalhar num carro novo da Volkswagen na Alemanha? Mas conseguiste!". Depois fiquei por lá mais uns anos e fiz parte da equipa de desenvolvimento do Volkswagen Sharan. Regressei em 2010 para a Volkswagen Autoeuropa. Atualmente também presto serviços de ajuda e consultadoria sobre aquisição e restauro de carros antigos. Alimento ainda vários sonhos ligados aos automóveis, entre eles um projeto que tenho idealizado sobre um museu dinâmico, outro é ter a possibilidade de criar e apresentar um programa de televisão sobre automóveis antigos, mas numa vertente completamente diferente daquilo que é usual, ou seja, o objetivo é pegar num automóvel que foi muito popular em Portugal, recriar uma cena da época do carro, num cenário e vivencia tipicamente portuguesas, e pelo meio ir falando da época, da história do carro, da importância dele na nossa história e na sociedade portuguesa. Tenho também uma coleção enorme de livros, revistas, jornais, folhetos, catálogos e documentos diversos sobre veículos automóveis e motos, com alguns milhares de exemplares, que utilizo para consulta nos trabalhos que faço. Além das publicações tenho também uma coleção de miniaturas, que o meu filhote adora. Em tempos desenhei a grafite alguns automóveis de que gostava bastante. Tenho atualmente uma parceria Win Win com a Quinta da Almiara que permite a realização de uma visita guiada às instalações da Quinta da Almiara, com passeio em carro clássico por uma rota rodeada pelas vinhas do Oeste e com passagens por locais históricos de Torres Vedras, terminando numa prova de vinhos. Todos se podem inscrever nestes passeios, por telefone ou no site da Quinta da Almiara, podendo ainda optar pelo carro antigo que desejarem de entre várias possibilidades. Também alugo os carros para todo o tipo de eventos, como por exemplo casamentos, festas de empresas, sessões fotográficas, filmagens, etc. Estou a planear realizar outros projetos, colóquios e exposições, tendo sempre como fio condutor os veículos antigos e o seu potencial na promoção turística e comercial, juntando as pessoas em seu redor.

01/09/2026

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01/09/2026
The Distinguished Gentleman’s DriversO The Distinguished Gentleman’s Drivers é um evento internacional dedicado ao estil...
30/08/2026

The Distinguished Gentleman’s Drivers
O The Distinguished Gentleman’s Drivers é um evento internacional dedicado ao estilo e à elegância automóvel. A ideia é celebrar a cultura dos veículos clássicos, o charme da condução à moda antiga e a estética dos anos dourados do automobilismo. No mesmo dia, milhares de automobilistas de veículos clássicos, por todo o mundo, juntam se por uma causa comum.
Os participantes surgem com roupa clássica de época, muitas vezes ao estilo gentleman driver — fatos vintage, boinas, luvas, óculos de época — e conduzem automóveis históricos com mais de 40 anos, desde roadsters britânicos a berlinas francesas, alemãs, desportivos italianos de charme ou americanos de presença. Não é uma corrida: é uma parada elegante, uma celebração visual, fotográfica e cultural.
O espírito do evento assenta em três pilares:
• Estilo — reviver a elegância dos automobilistas de outras épocas.
• Cultura automóvel — mostrar carros que contam histórias.
• Comunidade — juntar entusiastas num ambiente descontraído, com classe e paixão.
O evento tem também um lado solidário, apoiando causas sociais ligadas à saúde masculina, nomeadamente programas de apoio e investigação do cancro da próstata, saúde mental masculina e prevenção do suicídio. A organização local, em cada cidade e país, é assegurada por voluntários apaixonados pelo tema, que dedicam parte do seu tempo a esta causa.
A edição de Lisboa deste ano decorre no dia 27 de setembro, com início na Ericeira e término em Santa Cruz. Todos os participantes poderão inscrever se no almoço buffet em Santa Cruz, com pratos de carne, peixe e opções vegetarianas, pelo valor de 20 euros por pessoa. As crianças entre os 3 e os 10 anos pagam apenas 10 euros.
A inscrição para participar no The Distinguished Gentleman’s Drive Lisboa 2026 deve ser realizada na página oficial: https://gentlemansdrive.com/pt (Lisbon | The Distinguished Gentleman’s Drive). A inscrição para o almoço é independente e deve ser feita por mensagem ou WhatsApp para o número 939 376 803, até 15 de setembro.
O evento é realizado em parceria com a Movember e conta com o apoio de Gasolina no Sangue, Junta de Freguesia da Ericeira, Câmara Municipal de Mafra, Junta de Freguesia da Silveira e Câmara Municipal de Torres Vedras. Contamos ainda com a ajuda de voluntários e da GNR, para que tudo decorra dentro da desejável normalidade.
Participam: ACP Clássicos; Clube Português de Automóveis Antigos; Clube Automóveis Antigos Da Costa Azul; Clássicos Portugal; Queluz Clássicos; Sintra Clássicos; Portal dos Clássicos; South Bay Classic Cars; Corroios Classic Cars; Fiat600.PT

Vende-se:BMW 700 Berlina de 3 volumes de 1960.Todo original, está a circular, não tem podres, até os tapetes ainda são o...
30/08/2026

Vende-se:

BMW 700 Berlina de 3 volumes de 1960.
Todo original, está a circular, não tem podres, até os tapetes ainda são os de origem. Tem também a malinha que era dos documentos.

O BMW 700, foi lançado em 1959, desenhado por Giovanni Michelotti, com base num estudo que fizera para a Carrozzeria Vignale. Foi um carro decisivo para salvar a marca da crise do pós-Guerra. Teve 3 tipos de carroçarias, berlina de 3 volumes, coupé e cabriolet. A frente sem grelha distingue-o dos restantes carros da marca. Este pequeno carro tem carroçaria monobloco e motor traseiro de 697 cm³, com dois cilindros opostos, arrefecido a ar, com 30 CV.

Para mais informações contactar: 914 194 658

Preço: 15.500 Euros

Esta é a nova rubrica da página Gasolina no Sangue. Todos podem utilizar este espaço. Basta enviar-nos mensagem a solici...
30/08/2026

Esta é a nova rubrica da página Gasolina no Sangue. Todos podem utilizar este espaço. Basta enviar-nos mensagem a solicitar a publicação para o WhatsApp, no botão abaixo.

O Restauro.

Parte 3

Como restaurar – Tudo, quase tudo ou apenas o necessário?

Um dos maiores dilemas de quem quer recuperar um veículo antigo é: "Como o fazer?". Por vezes acerta-se, mas nem sempre é assim, na maior parte das vezes começamos por fazer algumas asneiras antes de chegar a resultados aceitáveis ou à quase perfeição. Outros, no entanto, teimam em cometer os mesmos erros. Existem basicamente 3 formas diferentes de encarar a recuperação de um veículo antigo. 1- Substituir tudo por peças novas; 2- Recuperar apenas o que está estragado; 3- Procurar manter a máxima originalidade possível do veículo, preservando o que for possível do seu estado de conservação e recuperar apenas as peças que sejam necessárias ao seu bom funcionamento, ou aspeto, evitando substituí-las por peças novas. Esta última, embora seja a menos adotada, deve ser sempre que possível a linha a seguir, mantendo-se desta forma a verdadeira originalidade da máquina que procuramos preservar e conservar para a posteridade. É claro que estas 3 formas de encarar o restauro ou a preservação de um veículo têm as suas vantagens e desvantagens. No caso de se pretender substituir tudo, existem dois grandes inconvenientes, um é o preço do restauro e o outro, quanto a mim o mais importante, é o facto de se perder a identidade adquirida pelo veículo ao longo dos anos de vida, o que vulgarmente chamamos de “Patine”. É como pegar num quadro do Picasso e mandar repintá-lo porque as cores estão um pouco gastas pelos anos, ou porque tem aqui um risquinho e ali uma manchinha. Pois bem as motos e os carros antigos também são obras de arte, à sua dimensão é claro, e embora não se comparem aos quadros de Picasso o objetivo de os preservar deve ser o mesmo.
E vocês, qual é a vossa opção perante um restauro? Escrevam nos comentários e publiquem fotos dos vossos restauros.


29/08/2026
Um dia especial por uma causa nobre.Inscrevam-se!Com o apoio de Gasolina no Sangue.
29/08/2026

Um dia especial por uma causa nobre.
Inscrevam-se!
Com o apoio de Gasolina no Sangue.

Que veículo é este? Participem neste pequeno teste à cultura automóvel, vejam se conseguem adivinhar. Escrevam a vossa r...
29/08/2026

Que veículo é este? Participem neste pequeno teste à cultura automóvel, vejam se conseguem adivinhar. Escrevam a vossa resposta nos comentários.
A página Gasolina no Sangue procura promover a cultura automóvel, tem vários projetos em carteira, mas para os concretizar precisamos do vosso apoio.
Se ainda não são seguidores, cliquem no botão gosto, na página Gasolina no Sangue e no botão seguir. É grátis! Ajudem-nos a conseguir mais seguidores, para que possamos levar adiante os nossos projetos de promoção da cultura automóvel.
Convidem os vossos amigos e contactos a seguirem a nossa página. Ajudem-nos a promover e divulgar a cultura automóvel.
Obrigado!
Após o fim deste teste lançaremos outro para testar o vosso conhecimento sobre automóveis ou outros veículos antigos.
Vejam a resposta no próximo sábado.

Hanomag R12 KB, é a resposta ao nosso desafio "Que veículo é este?" da semana passada.Projetado e fabricado pela Hanomag...
29/08/2026

Hanomag R12 KB, é a resposta ao nosso desafio "Que veículo é este?" da semana passada.
Projetado e fabricado pela Hanomag (Hannoversche Maschinenbau AG) em Hanôver, na Alemanha, este pequeno trator era uma obra prima de engenharia. Foi apresentado em 1953 com um desenho agradável, com as cores típicas dos Hanomag. Equipado com um pequeno motor monocilíndrico Diesel a dois tempos, refrigerado a água, com apenas 511 cm3, mas que, graças a um compressor Rootes (o mesmo tipo de sobrealimentação utilizado por superdesportivos como o Ford Shelby Mustang GT500 ou carros de rali, como os Lancia 037 e Delta), conseguia desenvolver 12 CV às 2.200 r.p.m. e um excelente binário para o seu tamanho. Pensado para trabalhar em pequenas explorações agrícolas, com até 20 hectares e hortas, este trator estava equipado com uma caixa de 6 velocidades para a frente e 2 para trás, tinha uma versatilidade acima da média, pois permitia o acoplamento de alfaias à frente e entre as rodas, além do acoplamento na traseira, em qualquer posição todas podiam ser levantadas através de um sistema hidráulico. A utilização de alfaias entre os eixos permitia uma excelente visibilidade e aumentava o poder de tração. Esta versatilidade deu-lhe a alcunha de "Tragschlepper" (trator porta-ferramentas). Além da Alemanha, foram fabricados na Espanha, pela Barreiros, na Argentina pela “Rheinstahl Hanomag” e ainda no Brasil e na Turquia. No total fizeram-se até 1957 cerca de 33 mil tratores Hanomag R12 e destes, apenas 904 unidades eram da versão KB, com distancia entre eixos mais curta cerca de 30 cm, igual à da imagem deste desafio.
O que acham destes tratores? Escrevam as respostas nos comentários.
Houve alguns participantes a acertar. Obrigado pela participação.
Hoje lançamos outro desafio. Participem e vejam a resposta no próximo sábado.
Cliquem no botão seguir e no botão gosto em Gasolina no Sangue.



Fordson MajorNascido e criado numa das regiões vinícolas mais bonitas, onde a agricultura faz parte do quotidiano, com p...
27/08/2026

Fordson Major

Nascido e criado numa das regiões vinícolas mais bonitas, onde a agricultura faz parte do quotidiano, com predominância da viticultura, ou não seria esta uma terra integrada na “Rota dos Vinhos do Oeste”, os tratores agrícolas fazem parte das minhas memórias desde a mais tenra idade. Quando tinha uns 3 ou 4 anos, havia um senhor que costumava lavrar um terreno em frente à minha casa com um trator Fordson Major, que fazia um barulho impressionante quando estava em esforço e despertou a minha curiosidade de como é que uma máquina podia ter tanta força. Todo o meu percurso de aprendizagem teve um objetivo, o de compreender o funcionamento das máquinas, entendê-las, conhecer todas as variantes, perceber os diferentes conceitos, conhecer a história e as origens de cada solução, aprender a criar, criar, desenvolver e produzir. O Fordson Major foi uma das máquinas responsável pelo meu percurso académico e profissional e por hoje existir esta página. Equipado com um potente e robusto motor Diesel Perkins de 4 cilindros, o Fordson Major era, nos anos 50, um dos melhores tratores da sua classe. Teve um grande sucesso em Portugal, tal como noutros países europeus, e ainda hoje há por cá e por toda a Europa muitos que continuam a trabalhar regularmente. Lançado em 1951, esteve em produção até 1963, na fábrica inglesa de Dagenham da Ford e no total fizeram-se mais de 240 mil unidades, um número muito elevado para uma máquina agrícola. Apenas o Massey Ferguson 35, no segmento abaixo, conseguiu um sucesso maior na época. A maioria dos outros fabricantes produzia menos de 10 mil unidades anuais. A época das vindimas está a chegar e com ela aumenta o tempo que demoro a chegar a casa, mas o motivo é sempre visto de uma forma alegre, são os tratores agrícolas na azáfama de entregar as uvas nas adegas. Empatam o transito, mas alegram a vida rural.
Obrigado pelo vosso apoio!
Gasolina no Sangue

Endereço

Torres Vedras
2565-835

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Terça-feira 09:00 - 20:00
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Quinta-feira 09:00 - 20:00
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Domingo 08:00 - 19:00

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