12/05/2026
𝗢 𝗱𝗼𝗯𝗿𝗼 𝗱𝗼 𝗽𝗿𝗲𝗰̧𝗼 𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮 𝗼 𝗱𝗼𝗯𝗿𝗼 𝗱𝗼 𝗰𝘂𝘀𝘁𝗼?
A resposta curta é: sim e não. Tudo depende do contexto e de como olhamos para os números a longo prazo.
Recentemente, recebi um cliente que é funcionário público. O cenário dele era claro: fazia cerca de 95 km por dia em trabalho e mais 100 km, em média, ao fim de semana. Além disso, tem uma paixão que o faz percorrer o país: a fotografia. 📸
O seu fiel companheiro de quatro rodas estava cansado. Foram 10 anos, 280.000 km e muitas histórias. Estava na hora de mudar, mas com uma condição: a nova "ferramenta" não podia asfixiar o orçamento mensal nem impedir o seu hobbie.
Ele tinha debaixo de olho um carro a gasolina (1.000cc, 100cv) por 𝟭𝟳.𝟬𝟬𝟬€. Parecia o negócio lógico. Mas quando lhe apresentei a alternativa, um BYD Dolphin Comfort por cerca de 𝟯𝟰.𝟰𝟬𝟬€, o choque foi imediato.
“𝟯𝟰 𝒎𝒊𝒍 𝒆𝒖𝒓𝒐𝒔? 𝑰𝒔𝒔𝒐 𝒆𝒔𝒕𝒂́ 𝒇𝒐𝒓𝒂 𝒅𝒆 𝒒𝒖𝒆𝒔𝒕𝒂̃𝒐.”, mesmo financiando, disse-me ele entre risos.
Mais do que vender carros, tento ajudar o cliente a perceber o custo real da decisão. Sentámo-nos e fizemos contas. Fomos além da prestação mensal e 𝗼𝗹𝗵𝗮́𝗺𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝘂𝘀𝘁𝗼 𝗿𝗲𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝘂𝘁𝗶𝗹𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼.
Falámos de carregamentos em casa vs. bombas de combustível, de garantias de 18 meses vs. 8 anos, e de manutenções que pesam no bolso a cada quilómetro rodado.
𝗘 𝗳𝗼𝗶 𝗮𝗶́ 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗲𝘂 𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗼:
- O carro que custava praticamente o dobro acabava por representar menos despesa mensal de utilização.
Não por magia.
Não por ideologia.
Por eficiência energética e custo operacional.
Ao fim de vários anos, a diferença acumulada deixava de ser pequena.
A mobilidade elétrica não faz sentido para toda a gente, mas há perfis em que olhar apenas para o PVP pode sair bastante caro.
Deixo as contas completas no primeiro comentário. 👇