Test Drive Conduzimos novos modelos nas estradas da Terceira e ajudamos a escolher o seu novo carro.

O Sr. Celestino e a D. Rosa foram os primeiros a confiar em mim para falar de carros. Em 1998, numa feira na Vinha Brava...
10/07/2026

O Sr. Celestino e a D. Rosa foram os primeiros a confiar em mim para falar de carros. Em 1998, numa feira na Vinha Brava, quando apresentaram a Kia aos terceirenses, ouviram-me no Rádio Clube de Angra a fazer uma rubrica automóvel com o Hildeberto Franco e quiseram conhecer-me.
Quando, em outubro de 2000, comecei a publicar os meus Test Drive no Diário Insular, confiaram em mim para conduzir os seus carros, numa relação que se estende até hoje.
Na nossa última conversa, disse-me, meio a sério meio a brincar, que não me tinha conseguido vender um carro.
As mais sinceras condolências a toda a família LAF. O nosso mundo motorizado ficou mais pobre.

É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do nosso querido sócio-fundador, Celestino Loureiro.
Foi-se o homem de sorriso rasgado, mas ficou a Obra que começou a construir há 42 anos e ficaram os dois filhos para darem continuidade ao sonho do Pai.
O Homem que nunca se separava do telemóvel, atendia chamadas a qualquer hora do dia ou da noite, aos sábados, domingos e feriados. Deixava tudo para trás quando ligava algum cliente em dificuldade.
Neste navio gigante viajaram os antigos e atuais Importadores das marcas que representamos e respetivos staffs, instituições bancárias, fornecedores e por ultimo, porque os últimos são os primeiros, os nossos colaboradores e os nossos clientes a quem ele se dedicava a tempo inteiro.
A sua imagem ficará sempre ligada à marca Kia que apresentou no mercado local em 1998 com um orgulho enorme por ser desconhecida e desafiante…
Informamos que, por desejo expresso do próprio, não serão realizados serviços fúnebres.
Para celebrarmos a sua vida e o seu impacto em todos nós, realizar-se-á uma missa de homenagem aberta a todos os que pretendam prestar a sua última homenagem no dia 15 de Julho de 2026 pelas 19:00 na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Angra do Heroísmo
Agradecemos desde já todo o apoio e carinho manifestados desde o inicio deste derradeiro desafio que ele sempre encarou com positividade.
Informamos que os nossos serviços se mantêm a funcionar nos horários habituais.
A Gerência

Honda ADV 350Para fugir à cidadeO segmento das scooter (ou “aceleras”, se preferirmos a versão portuguesa) é um dos mais...
31/05/2026

Honda ADV 350

Para fugir à cidade

O segmento das scooter (ou “aceleras”, se preferirmos a versão portuguesa) é um dos mais concorridos do mercado de duas rodas, seja no escalão mais baixo, com as 50cc destinadas aos adolescentes, seja nas 125, ideais para adultos citadinos. Neste último caso, a Honda é rainha e senhora graças à PCX 125, campeã de vendas com uma reputação inabalável. No entanto, há aceleras com motores maiores, e no segmento acima há várias opções com motores entre os 300 e os 400cc, como que a abrir caminho ao topo, onde pontuam modelos Honda, BMW e Yamaha, só para citar os mais tradicionais.
De entre as várias opções intermédias, a Honda ADV 350 surge como uma das melhores propostas, um modelo extremamente equilibrado que alia a qualidade típica da marca japonesa a uma facilidade de condução e a uma “alegria” mecânica capaz de entusiasmar.

Filha da sua mãe
Lançada em 2016, a Honda X-ADV 750 impressionou pelo porte atlético, mas também por colocar a condução fora de estrada ao alcance dos apreciadores de aceleras. Não servia para motocross, mas não se negava a ir muito longe do asfalto com o conforto inerente à caixa de velocidades automática. Resultado: foi um enorme sucesso. Em 2022, a receita foi “encolher” a moto, daí nascendo esta ADV, que tem uma irmã citadina chamada Forza, com a qual partilha o motor e vários componentes, mas não o habitat, pois o modelo que aqui vê consegue sair da estrada e proporcionar momentos de diversão extra, desde que não se abuse nas exigências.
Os pneus mistos Metzeler Karoo Street denunciam esta vocação logo à partida, aliando o bom comportamento no asfalto à desenvoltura fora dele. Com jante 15 à frente e 14 atrás e muita borracha à vista, percebe-se que a ideia é não sacrificar o conforto que se espera de uma moto que vai passar a maior parte do tempo a servir de fura-vidas na cidade, embora o seu tamanho desaconselhe aventuras no meio do trânsito. De qualquer forma, este já não é um brinquedo para adolescentes, mas sim para mentes adultas que sabem valorizar outros aspetos e continuam a apreciar o gozo de rodar o punho e sentir que a paisagem começa rapidamente a andar mais depressa.

Agressividade moderna
Esteticamente, esta ADV passa despercebida pela sua cor (também há em preto ou branco), mas chama a atenção por ter “aquele algo mais” que a distingue das outras. É maior, sim, mas tem cara de má, sem ser demasiado intimidante. O ecrã frontal é regulável e ajuda a canalizar o ar para longe do capacete, o volante traz de fábrica proteções dos punhos, as plataformas para os pés são amplas e permitem conduzir com as pernas pousadas ou esticadas, o banco é espaçoso para dois ocupantes, o escape hexagonal integra-se muito bem no conjunto e quase serve de moldura à pequena obra de arte que é o par de amortecedores traseiros da Showa, com reservatório separado e dourado, como que a dizer que há ali algo especial.
Vista de traseira, é bem menos agressiva, destacando-se os piscas mais descidos em relação à luz de travão e integrados no suporte da matrícula, que acaba por fazer a função de guarda-lamas.

O prazer de conduzir
Sentado na ADV pela primeira vez, aprecio o painel digital a cores com computador de bordo, permitindo visualizar conta-rotações, velocímetro, temperatura, hora, autonomia, consumos… enfim, não faltam informações sobre o funcionamento do motor de 330cc e 29 cavalos de potência máxima. Não paga IUC, o que é ótimo. A média de consumo nesta unidade de Test Drive estava nos 4,5 litros, o que não é de espantar. A marca anuncia menos um litro aos cem, pelo que numa condução normal os valores reais devem ficar nos quatro sem grandes problemas. Há um pequeno joystick para o polegar esquerdo navegar pelas opções do computador de bordo e os piscas têm cancelamento automático, excelente para os mais esquecidos.
Os puristas gostam de ter uma caixa de velocidades manual. Como não o sou, aprecio o conforto, a facilidade de condução e o descanso proporcionado pela caixa automática. Com a chave no bolso, rodo o botão e pressiono o arranque, não sem antes perceber que um condutor com menos de 1,75m de altura não chega ao chão se estiver sentado. Uma questão de jeito. O motor responde de imediato e com alegria ao mínimo rodar do punho direito, enquanto a largura do volante surpreende um pouco, fazendo-nos conduzir de braços bem abertos, numa posição de domínio absoluto da estrada.
Habituado que estou a uma PCX 125, as diferenças são enormes. A Honda ADV é muito mais “moto”, faz-nos sentir que estamos a conduzir um veículo de duas rodas mais a sério, e não demora nada a surgir um nível de confiança que permite conduzir de forma divertida e entusiasmada sem perder o essencial: conforto e sentido prático, bem presente no porta-bagagens por baixo do assento, capaz de arrumar dois capacetes. Ótimo para deslocações a dois. O casal pode ir aos toiros e deixar os capacetes bem escondidos…
Esta ADV 350 ganha velocidade de uma forma progressiva mas rápida, sendo uma arma poderosa nas ultrapassagens citadinas para aproveitar “aquele” espaço. Por falar em cidade, e comparando novamente com a PCX, os quatro amortecedores Showa dão um contributo enorme no suavizar das nossas calçadas angrenses. As costas agradecem. Quando a estrada abre e se começam a negociar curvas de outra forma, é quase inevitável que surja um sorriso. Lá está: talvez não seja uma moto para “conhecedores” e talvez seja até mais adaptada a territórios com outra dimensão por permitir viajar na autoestrada sem receio, mas é mesmo muito boa de conduzir.
É claro que tudo isto tem um preço, e é aqui que os 7400 euros fazem um bocadinho de impressão. É certo que por este valor já nos oferecem um capacete, mas é preciso querer mesmo uma ADV 350. É uma maxi-scooter excelente, disso não há a mínima dúvida, com uma qualidade de construção exemplar, recheada de equipamento e fabricada pela Honda, marca líder mundial… só que custa o dobro de uma PCX, e entre nós isso terá um grande peso na decisão.
Se eu gostava de ter uma? Mas ainda ficou com dúvidas?

Test Drive agradece o convite da Angra Motos para experimentar a Honda ADV 350.
Os ensaios publicados nesta página não são pagos de forma alguma, resultam apenas da paixão do seu autor pelo mundo motorizado.
Se também quer ter os seus produtos divulgados gratuitamente, envie mensagem.

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31/05/2026

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Os melhores Test Drive de 2025Chega o fim do ano, altura de fazer o balanço e de perspetivar o futuro. Como já é hábito,...
28/12/2025

Os melhores Test Drive de 2025

Chega o fim do ano, altura de fazer o balanço e de perspetivar o futuro. Como já é hábito, olho para os carros (e uma moto) que por aqui passaram e faço os meus destaques. Quem não concordar, faça o favor de se manifestar, pois este é sempre um exercício com alguma subjetividade.

O mais charmoso
Um carro pode ter charme? Pode. Um carro tem personalidade própria e transmite uma imagem que depois se associa a quem o conduz. Alguns são mais amorfos, mas outros, como o Renault 5, têm um “je ne sais quois” que transmite algo especial. Não é por acaso que a reencarnação deste ícone francês está a ser um sucesso por toda a Europa, graças a uma imagem muito bem conseguida, com uma elegância especial e um tamanho que o torna perfeito para a cidade. Como não há bela sem senão, o espaço interior não é muito e o preço algo elevado acaba por refletir a aposta na qualidade de construção, que levou até a comunicação social inglesa, sempre muito crítica dos carros franceses, a dizer que “nem parece um Renault”. Parece, sim senhor. E cheio de charme.

A maior surpresa
Vamos para o extremo oposto. Houve um carro que surpreendeu por aquilo que é e não por ser bonito. Na verdade, não encontrei uma única pessoa que dissesse que gostava da aparência deste carro, mas um dos meus interlocutores não resistiu a dar uma volta com ele, pois estava a pensar em comprar algo com aquelas dimensões. Quando me veio devolvê-lo, estava a coçar na cabeça. Tinha gostado muito de o conduzir. E eu também.
Pequenino, elétrico, muito ágil e equilibrado… o Hyundai Inster só não ganha concursos de beleza, porque de resto é um automóvel citadino muito bem conseguido.

O mais impressionante
Ford Ranger Raptor. Estas três palavras juntas têm o condão de me fazer arrepiar os pelos dos braços. É (muito) grande para a nossa realidade e custa um bocado de dinheiro, mas é qualquer coisa de extraordinário quando se salta para o volante e se consegue explorar um pouco do que tem para dar.
Reproduzo aqui apenas um pouco do primeiro parágrafo que escrevi na altura: “Uma curva. Uma só curva. Foi o que bastou para deixar um sorriso nos lábios, que rapidamente se transformou numa quase infantil gargalhada de entusiasmo. A deriva perfeita às quatro rodas, a facilidade com que tudo seguiu a direção certa com uma pequena correção de volante e um afago no acelerador… parece irreal conseguir manobrar este monstro de duas toneladas com tal simplicidade”.

O melhor interior
Há quem goste e há quem odeie a posição de condução motivada pelo estranho volante, mas penso que a maior parte concordará que o Peugeot 3008 tem um conceito interior extraordinário. Não há absolutamente nada que lhe seja parecido, do mesmo modo que não conheço outro carro que me tenha feito sentir estar aos comandos de uma nave espacial.

O melhor Test Drive de 2025 é…
O Kia EV3
Surpresa? Acredite em mim: pode não gostar da aparência, pode achar que é demasiado simples por dentro, pode dizer o que quiser, mas depois de o conduzir vai começar a pensar duas vezes na sua próxima troca de carro. Autêntico canivete suíço sobre rodas, este Kia revelou-se muito espaçoso, confortável, fácil de conduzir, bem equipado e com um conjunto elétrico (motor e bateria) não só capaz de uma autonomia excecional, mas também de transformar a condução num exercício fácil e prazeroso. Cereja no topo do bolo, o preço pedido é justo perante aquilo que oferece. E quem me conhece sabe que valorizo muito a relação entre o preço que se paga e aquilo que se recebe…

O futuro do Test Drive
A página não acaba hoje, mas em 2026 a atitude será outra. Ao longo dos últimos cinco anos, tentei apresentar um novo ensaio a cada duas semanas. Nem sempre o consegui, mas tentei, algumas vezes com prejuízo pessoal e familiar. Ninguém me exigiu nada, eu é que encarei isto como uma meta pessoal, um passatempo que alimenta o meu gosto – a minha paixão – pelo comércio e indústria automóvel, num percurso jornalístico iniciado há 25 anos nas páginas do Diário Insular.
Sei que ainda há quem pense que ganho alguma coisa com isto em termos financeiros, por isso vou repetir o que já escrevi várias vezes: o Test Drive é um passatempo e nunca ganhei um único cêntimo com isto. Sei que faço de graça um trabalho que em outra ilha é pago com valores que eu gostaria imenso de receber, mas é o que é.
Talvez por isso, começo a sentir um certo cansaço. A verdade é que, na maior parte dos casos, se não for eu a tomar a iniciativa… o carro não aparece.
Assim sendo, peço a quem me lê a compreensão para o previsível facto de, no próximo ano, os te**es serem menos e mais espaçados.

Votos de um excelente 2026!

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Angra Do Heroísmo

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