15/03/2021
MULHERES AO VOLANTE: ESTATÍSTICAS INDICAM QUE ELAS DIRIGEM MELHOR
Muita gente ainda acredita que as mulheres são menos competentes para dirigir do que os homens. Mas não é o que as estatísticas apontam, de acordo com o Infosiga SP, que recebe e apura dados baseados nos boletins e registros da Polícia Civil (RDOs) e da Polícia Rodoviária Federal no estado de São Paulo.
As mulheres se envolvem menos em acidentes graves de trânsito: em 2017 apenas 6,4% dos condutores envolvidos nesse tipo de acidente foram do s**o feminino, contra 93,1% do s**o masculino.
Em 94% dos acidentes fatais a principal causa é a falha humana. Ou seja, o comportamento do motorista é fator crucial no trânsito, seja homem ou mulher. Não há qualquer diferença biológica que torna os homens mais aptos a dirigir que as mulheres. É basicamente uma questão cultural, que, inclusive, explica por que os homens costumam se envolver em mais acidentes graves.
Para a coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, Silvia Lisboa, os homens são estimulados a ser mais agressivos e competitivos, enquanto as mulheres têm um senso mais empático e cuidadoso, e isso reflete no comportamento de ambos ao volante.
Diante disso, comentários alegando que as mulheres atrapalham o trânsito por serem mais “lentas”, talvez não sejam exatamente a verdade. Pode ser que elas estejam na velocidade correta, enquanto quem reclama quer andar acima da velocidade permitida.
Mas o fato de os homens se envolverem mais em acidentes não seria por que existem muito mais condutores do s**o masculino do que feminino? Não necessariamente.
Em todo o mundo já foram realizadas pesquisas com o mesmo número de condutores homens e mulheres, inclusive estudos psicológicos, e o resultado foi o mesmo. O que leva à conclusão de que se trata de uma característica comportamental do gênero.
Um levantamento do Ministério das cidades (Ministério do Desenvolvimento Regional) mostra que o número de mulheres habilitadas no Brasil foi de 33,8% em 2015 para 34,4% em 2017. Um aumento leve, porém, considerável e, ainda assim, o índice de homens mortos no trânsito de São Paulo, por exemplo, cresceu ainda mais: foi de 77% em 2015 para 81,5% no ano passado, de acordo com dados do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito.
FONTE: revista autoesporte