30/03/2026
A indústria automotiva europeia enfrenta um momento crítico e busca apoio urgente da União Europeia para evitar um possível colapso.
Representantes do setor alertam que as metas rígidas de redução de emissões de CO₂ previstas para 2030 e 2035 já não são viáveis nas condições atuais. Por isso, defendem uma abordagem mais flexível, especialmente em relação às tecnologias de propulsão, incluindo a possível revisão da proibição dos motores a combustão.
Segundo líderes do setor, não é possível obrigar os consumidores a adotarem um único tipo de veículo, destacando a necessidade de adaptação às preferências do mercado.
Ao mesmo tempo, os carros estão se transformando em verdadeiras plataformas tecnológicas, cada vez mais conectadas e dependentes de software e semicondores. Isso abriu espaço para empresas de tecnologia e fabricantes de baterias, que passaram a competir diretamente com montadoras tradicionais.
Nesse cenário, empresas europeias vêm ficando atrás de concorrentes asiáticos, especialmente no desenvolvimento de veículos elétricos. Um exemplo disso é que, recentemente, apenas um modelo produzido na Europa apareceu entre os mais vendidos globalmente nesse segmento.
A China, por sua vez, consolidou-se como líder mundial na produção de veículos elétricos, beneficiada pelo domínio na fabricação de baterias e por custos de produção mais baixos. Além disso, o país possui o maior mercado automotivo do planeta, com milhões de veículos vendidos anualmente, muitos deles elétricos.
A crescente presença de empresas chinesas no setor, somada às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre carros europeus, aumentou ainda mais a pressão sobre a indústria do continente.
Especialistas apontam que a Europa precisa reagir rapidamente, fortalecendo sua competitividade.
Fonte: https://www.euronews.com/my-europe/2025/09/08/car-industry-seeks-eu-life-support-from-near-death-experience