25/09/2023
Ainda sem entender,
tenho pensado bastante
em como as almas se encontram
e os corpos unem-se e ardem.
Magia que provoca ventos
de esperança e redenção
como uma grande paixão,
aparentemente forte
e invencível no momento;
o que parecia eterno
alguém botou no caixão.
Ecoando na distância,
alguém fala em desistir.
Os motivos não convencem.
Seria mas fácil se houvessem
fatos, traições, desenganos...
Mas o que havia é uma imagem
que ignorou os sinais bem claros.
Cego, o homem ignora
quando ela desconfia.
Perdoa suas transgressões:
celular e documentos,
são basculhados à toa.
Nada do que lá existe
tem nada novo nem ruim.
Desconfia mesmo assim.
Não compartilha suas dores,
guarda pequenos rancores,
deixa o monstro das ciúmes
adoecer seu amor.
Durante meses de engano,
desculpas e ocultações,
ele perdoou ações
imperdoáveis... ou não...
Quando a pessoa se importa
mais pela imagem que passa
do que pelo sentimento puro,
o final se faz escuro.
Difícil a aceitação
quando, na real versão
você entende pela dor
que o fim era necessário
mas fazia muito tempo,
no começo, no momento
que ela olhou seus documentos
procurando os elementos
que deviam ser sagrados.
Perdoar o imperdoável
é o erro de mil homens.
Sentenciar sem ter motivos
(apenas porque os ciúmes
insistem em seguir vivos),
é o jeito do destino
de salvar os corações
de quem nunca desistiu
mas devia... lá no início.
Cego é quem não vê o caminho,
quem ignora essas bandeiras.
Cego quem ignora a muda.
Quem perdoa mas não deve.
Se ignorar, afinal perde.
Cego é o amor romântico,
e todos que nele acreditam(os)