25/12/2025
Mobilidade elétrica: leitura estratégica de quem vive o setor automotivo
Como executivo do setor automotivo, entendo que a eletrificação não é mais uma tendência — é um movimento irreversível. O desafio no Brasil nunca foi tecnologia, e sim confiança do mercado.
O consumidor brasileiro, historicamente conservador, adota mudanças de forma gradual. Por isso, enxergo os veículos de passeio como o grande laboratório de aceitação que vai preparar o terreno para a eletrificação dos modelos comerciais.
Os números da BYD Brasil são um sinal claro dessa transição.
Em 2024, a marca comercializou aproximadamente 76 mil unidades. Em 2025, já ultrapassou 100 mil veículos, registrando um crescimento superior a 20% ano contra ano — superando marcas consolidadas e tradicionais no país. Esse dado, por si só, merece atenção estratégica de todo o mercado.
No entanto, o verdadeiro divisor de águas não está apenas no volume, mas na percepção de valor no ciclo completo do veículo.
A recente menção dos modelos BYD Dolphin Mini e BYD Dolphin no Prêmio Melhor Revenda 2025, da Quatro Rodas, entre os veículos com menor depreciação em suas categorias, reforça um ponto crucial:
o carro elétrico começa a ser visto não apenas como inovação, mas como ativo financeiro.
Quando o mercado entende que:
• o custo operacional é previsível e menor,
• a tecnologia é madura,
• e a revenda é consistente,
a decisão de compra deixa de ser emocional e passa a ser estratégica.
Minha leitura é clara: 2026 tende a ser o ano de consolidação e aceleração da BYD no Brasil.
Não por marketing, mas por maturidade do consumidor, infraestrutura em evolução e validação econômica do produto.
No setor automotivo, quem lê o mercado com antecedência não reage — se posiciona.
⚡🚘 A eletrificação não vai perguntar se estamos prontos. Ela vai avançar.
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