13/08/2026
Thiago Rangel (Avante) renunciou ao mandato de deputado estadual na Alerj, na quarta-feira (12). O pedido foi recebido e lido em plenário pelo vice-presidente da Casa, deputado Guilherme Delaroli (PL), e, segundo o documento, a decisão é irrevogável e tem como objetivo permitir que Rangel se dedique à própria defesa no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Com a renúncia, o suplente Wellington José (União), que já ocupava a vaga desde o afastamento de Rangel, passa a exercer o mandato de forma definitiva.
Rangel estava afastado desde maio, quando foi preso pela Polícia Federal (PF) na quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de fraudes em compras e contratos de serviços e obras ligados à Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc). Segundo a investigação, contratos de escolas estaduais da Região Noroeste Fluminense teriam sido direcionados a empresas previamente selecionadas, em um caso que apura possíveis crimes como organização criminosa, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A defesa do ex-deputado negou irregularidades e afirmou que ele prestará os esclarecimentos necessários à Justiça.
As três primeiras fases da Operação Unha e Carne, realizadas entre dezembro de 2025 e março de 2026, investigaram suspeitas de vazamento de informações sigilosas de operações policiais contra o Comando Vermelho (CV). A PF também apontou possíveis relações entre o ex-presidente da Alerj, o deputado estadual cassado Rodrigo Bacellar, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; o ex-deputado estadual TH Joias, também preso, apontado pela PF como ligado à facção; o desembargador federal Macário Júdice Neto, igualmente preso, e outros investigados, além de citar possíveis reflexos na segurança pública do Rio, no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635.
📸 Foto: Arquivo