13/01/2023
Até pouco tempo, o turbo era conhecido somente por sua presença em carros esportivos. Hoje em dia, passou a ser requisitado nos demais motores e sua presença varia em motores 1.0 3 cilindros como do Volkswagen UP!, à super equipada Mercedes-Benz GLE Coupé 3.0 turbodiesel de 6 cilindros.
No Brasil, a Volkswagen é uma das marcas que mais apresenta modelos de veículos com os motores turbinados, sendo eles: UP! e o Polo 1.0; Golf, Tiguan e Jetta 1.4; Golf, Jetta, Passat e Tiguan 2.0; Amarok 2.0 diesel.
Agora, como funciona o turbo?
O turbocompressor é formado por duas câmeras distintas, caixa fria e caixa quente, também conhecidas como compressor e turbina. No interior de cada uma há um rotor, e ambos são interligados montados no mesmo eixo. Com a caixa quente instalada no coletor de escapamento a passagem dos gases faz girar o rotor. Consequentemente, gira também o rotor da caixa fria. É quando começa o barato do turbo: a compressão.
Ao girar, o rotor da caixa fria capta ar da atmosfera previamente filtrado e o direciona, sob pressão, para a tubulação do sistema de admissão do motor. E aí está a diferença: enquanto no motor aspirado o ar é naturalmente admitido por conta da movimentação dos pistões, no turbinado ele entra pressionado. Com mais ar, há mais moléculas de oxigênio, permitindo a entrada de mais combustível.
Ao contrário do que se pode imaginar num primeiro momento, mais combustível não significa mais consumo. Com uma mistura de ar e combustível mais densa nas câmeras, as explosões são mais fortes, permitindo ao piloto exigir menos do acelerador. Na prática, o dimensionamento do motor e do turbo elevam a capacidade de gerar mais potência e torque. Quanto maior o motor e o turbo, maior a potência e o torque.
Para conseguir motores mais econômicos, porém com a mesma potência, as marcas têm optado pelo uso do turbo. Assim, motores 1.0 turbo tem substituído os 1.6 aspirado e 1.5 ou 1.6 turbo substituem os 2.0 aspirados, por exemplo, sem perda de desempenho.