Blog a trompa

Blog a trompa A trompa é um blogue publicado por Rui Dinis desde o início de Janeiro de 2004. É um blogue dedicado à música e aos músicos portugueses dos séculos XX e XXI.

Não há limitações quanto a nomes, géneros ou temas; é só uma questão de gosto Não há limitações quanto a nomes, géneros ou temas, os únicos critérios prendem-se apenas com o gosto e/ou a vontade do seu único autor. Eu. O seu autor, esse, tantas vezes de auto-apelidado maestro, é um alentejano nascido em Lisboa no ano de 1970.

“Carapuça” é o novo single de Mynda Guevara; intenso, é marcado por uma estética crua e por uma atitude esperadamente co...
03/05/2026

“Carapuça” é o novo single de Mynda Guevara; intenso, é marcado por uma estética crua e por uma atitude esperadamente confrontacional. Sobre uma base envolvente, a artista entrega-nos palavras exploradas com autenticidade, fruto de vivências bem reais. Fiel ao rap crioulo, Mynda Guevara afirma-se com coragem num cenário sempre desafiante, cruzando culturas e identidades. Mais do que apenas música, este é um manifesto de Mynda Guevara: uma voz consciente e provocadora, onde a mensagem, mesmo que desconfortável, ganha voz e força. https://a-trompa.net/apanhado-na-curva/carapuca-o-novo-single-de-mynda-guevara https://www.youtube.com/watch?v=aV76XI9-cHA&t=1s

9 likes, 3 comments. "Mynda'Guevara - CARAPUÇA [Prod. FRXH BEATS] 2026"

Qual manifesto, qual apelo, qual grito de revolta por um Abril que parece ser ainda uma promessa em aberto. "25% de Abri...
29/04/2026

Qual manifesto, qual apelo, qual grito de revolta por um Abril que parece ser ainda uma promessa em aberto. "25% de Abril" tem letra de Pedro Puppe e parte de um documentário sobre o 25 de Abril que este viu em 2004. Às vezes, parece que pouco mudou do Portugal cinzento de há décadas atrás e o sofrimento e a desilusão se instalam irremediavelmente. Os tempos continuam a ser de luta; pela liberdade sempre. É o novo single dos Oioai. https://youtu.be/NCF-gvvrNPY?si=DrOyJHbLgDgK_sKI https://a-trompa.net/as-3-pancadas/novo-single-de-oioai25-de-abril-foi-lancado-a-25-de-abril

OIOAI - 25% de Abril

Há década e meia, mais coisa, menos coisa, deixava neste espaço algumas palavras sobre “Collision” (Rastilho, 2009), o á...
27/04/2026

Há década e meia, mais coisa, menos coisa, deixava neste espaço algumas palavras sobre “Collision” (Rastilho, 2009), o álbum de estreia dos nortenhos Revolution Within. É esse disco e essas palavras, que hoje recordo aqui:

"Brutal! É esta a primeira expressão que emerge imediatamente após o fim da audição da primeira faixa de “Collision”. Nas seguintes a sensação não é muito diferente e finda a audição do álbum, repete-se a expressão:
– Brutal!
É assim o álbum de estreia dos Revolution Within, banda de Santa Maria da Feira e São João da Madeira nascida em 2005 e formada por Raça – voz, Faster – guitarra, Matador – guitarra, Sono – baixo – e Shaq – bateria. Doem só de ouvir, as oito faixas que compões este “Collision” – contando com o introito e o interlúdio. E é assim que nos sentimos, atropelados, tal a pujança demonstrada pelo quinteto nortenho, bem materializada desde logo na voz poderosíssima de Raça. O resto é puro metal; é puro thrash, com uma secção rítmica diabólica e uma dupla de guitarras de técnica apurada, catalisadores de um espectáculo rítmico duro, pesado. Absolutamente felinos; e não é pelo seu nome surgir vastas vezes associado à sonoridade dos Pantera. Mas sim pela forma destemida como o grupo se atira em frente, munido de tudo o que tem para dar. É metal de qualidade.
Do primeiro ao último minuto, ”Collision” é uma aposta ganha; e os Revolution Within são mais um nome a reter da colheita de metal luso de 2009." (a trompa; 27-abr-2009)

De resto, o grupo continua aí para as curvas! https://a-trompa.net/velhos-sao-os-trapos/recordar-collision-de-revolution-within

Um dos grandes hinos da resistência ao fascismo antes da revolução de abril, foi a canção “Trova do Vento que Passa”, co...
24/04/2026

Um dos grandes hinos da resistência ao fascismo antes da revolução de abril, foi a canção “Trova do Vento que Passa”, com poema de Manuel Alegre e música de António Portugal, que ficou eternizada na voz de Adriano Correia de Oliveira no EP homónimo de 1964. Depois dele, muitas outras leituras se fizeram, destacando-se a versão de Amália Rodrigues, com música de Alain Oulman, editada em 1970 no álbum “Com Que Voz”. É essa a proposta de hoje; aqui seguem outras 5 versões para esse belíssimo poema:

Amália Rodrigues (1970)
Quarteto 1111 (1970)
Tony de Matos (1977)
Carlos Paredes e Manuel Alegre (2010)
UHF (2024)

Ouvir em: https://a-trompa.net/pelos-dedos-de-uma-mao/mais-5-versoes-para-a-trova-do-vento-que-passa

“A Caminho de Casa”, dos Magano, é isso mesmo, um regressa sempre sentido às raízes – devagar, cheio de memórias e muito...
23/04/2026

“A Caminho de Casa”, dos Magano, é isso mesmo, um regressa sempre sentido às raízes – devagar, cheio de memórias e muito afeto. Há aqui uma delicada ponte entre a música de terras alentejanas e uma sensibilidade contemporânea, sem nunca cair na tentação de forçar essa fusão. É tudo tão orgânico. As canções carregam histórias de família, de migração e pertença, com o Alentejo sempre presente, mesmo quando a geografia do dia-a-dia é outra. São belos momentos onde a tradição e a modernidade se encontram com uma elegância rara. Mais do que um mero álbum, é um gesto de continuidade, feito de raízes, mas também de caminhos para o futuro. É um disco bonito, no som e na intenção. https://a-trompa.net/sem-espinhas/os-magano-vao-a-caminho-de-casa

“Não Partas Hoje”, composto por Mimi Froes, é o primeiro e certeiro single do quarto álbum de Teresinha Landeiro, “Será ...
21/04/2026

“Não Partas Hoje”, composto por Mimi Froes, é o primeiro e certeiro single do quarto álbum de Teresinha Landeiro, “Será que lhe descobres a Poesia?“, com edição prevista para 22 de maio. No disco, a artista assume a maioria dos textos e conta com colaborações de nomes como António Zambujo, Marcelo Camelo, Amaro Freitas e Luísa Sobral e outros. Ao longo de 12 temas, a artista inspira-se na obra do pintor Alfredo Luz. Para já, pela amostra, fiquei bem convencido. https://a-trompa.net/as-3-pancadas/teresinha-landeiro-anuncia-novo-album-com-nao-partas-hoje

"Não Partas Hoje"Letra/Lyrics: Mimi FroesMúsica/Music: Mimi FroesProdução/Production: Mimi FroesRealizador: Gonçalo PelágioDiretor de fotografia - Miguel Rei...

Havia tanto para dizer mas infelizmente…Estava aqui a pensar por onde começar e se devia falar no modelo de streaming e ...
20/04/2026

Havia tanto para dizer mas infelizmente…Estava aqui a pensar por onde começar e se devia falar no modelo de streaming e da injustiça na distribuição das receitas; ou sobre a “ditadura” do algoritmo que obriga músicos a serem influencers; ou talvez sobre a existência de um novo “som português” ou a falta dele; ou talvez sobre o impacto da Inteligência Artificial na criação musical; ou talvez sobre a crise de espaços para concertos em Portugal; ou sobre a sustentabilidade – ou a falta dela – do circuito de festivais em Portugal; ou sobre o ativismo artístico e posicionamento político dos músicos; talvez sobre a preservação do património de muitas associações e bandas filarmónicas, base da educação musical em Portugal ou talvez, quem sabe, sobre a saúde mental e a precariedade económica dos artistas. Estou na dúvida mas acho que para já, está tudo dito. https://a-trompa.net/pano-para-mangas/havia-tanto-para-dizer-mas-infelizmente

“Nova Mitologia”, o novo álbum de Kara Konchar, editado pela Rotten \ Fresh, é uma intensa viagem por onze faixas onde o...
19/04/2026

“Nova Mitologia”, o novo álbum de Kara Konchar, editado pela Rotten \ Fresh, é uma intensa viagem por onze faixas onde o Industrial, a EBM e o Dark Ambient se entrelaçam com grande vigor. Fiel a si próprio, Konchar molda o seu som como matéria viva – densa, pulsante, obscura e irreverente – num equilíbrio entre o ritual e o mecânico. O disco conta ainda com a participação, em quatro faixas, de Vile Karimi, Violeta Azevedo e Inês Malheiro. Um registo físico e visceral, para abanar a música eletrónica portuguesa. https://a-trompa.net/isto-nao-e-para-meninos/nova-mitologia-e-o-novo-album-de-kara-konchar

Há 22 anos atrás, recordava aqui um vinil que ainda guardo com carinho. Um disco que continua a ser, para mim, o disco m...
16/04/2026

Há 22 anos atrás, recordava aqui um vinil que ainda guardo com carinho. Um disco que continua a ser, para mim, o disco mais cativante dos Heróis do Mar. Falo do álbum “Macau” (EMI, 1986).

"De volta ao vinil, peguei num disco pessoalmente marcante, tal a quantidade de vezes que a agulha deslizou pelas linhas do negro redondel. Não sendo um grande admirador do trabalho dos Heróis do Mar, o LP “Macau” é indubitavelmente o seu álbum mais completo, mais interessante, mais original e tocante. São temas intensos, de uma criatividade bem diferente daquela desenvolvida pelos Heróis do Mar até então. Temas como “Fado”, “Só no mar”, “Os canhões da ‘Belavista’”, “Revolução”, etc., são temas inesquecíveis da discografia dos heróis, ainda que, para o público em geral sejam temas mais desconhecidos, público este, mais habituado aos sons de consumo rápido típicos do período pré-“Macau” do grupo. “Macau”, boa recordação!" (a trompa; 16-4-2004)

Para quem se quiser aventurar por tais águas, é ouvir o disco: https://a-trompa.net/velhos-sao-os-trapos/com-os-herois-do-mar-em-macau

Birds Are Indie afirmam-se com "The Stone of Madness". O novo disco dos Birds Are Indie, o seu sétimo álbum de originais...
15/04/2026

Birds Are Indie afirmam-se com "The Stone of Madness". O novo disco dos Birds Are Indie, o seu sétimo álbum de originais, afirma-se como um raro exercício de equilíbrio entre contenção e uma intensidade indie. Desde o primeiro momento, instala-se uma forte pulsação que nunca explode, mas também nunca se encolhe; a tensão contínua que identifica claramente a música do trio de Coimbra. Às vezes, sobressai uma aparente leveza, que na verdade, apenas esconde uma subtil densidade emocional, que atravessa o disco. É um disco que se desenvolve de uma forma bastante coesa, sustentada numa diversidade de abordagens capaz de nos aguçar a curiosidade faixa após faixa; um disco de uma elegância discreta, que reforça a visão artística dos Birds Are Indie, de uma forma clara e segura. O resultado é um trabalho envolvente e maduro, que confirma uma banda confortável com o caminho seguido. E nós agradecemos. https://a-trompa.net/sem-espinhas/birds-are-indie-afirmam-se-com-the-stone-of-madness

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