25/05/2026
A Ferrari finalmente entrou de vez na era elétrica. E sim: ela se chama Luce, “luz” em italiano.
Depois de décadas de V8, V12, barulho ensurdecedor e cheiro de gasolina, é estranho imaginar uma Ferrari sem escapamento. Mas os números mostram que ela continua querendo assustar supercarros tradicionais: são mais de 1.000 cv, quatro motores elétricos, tração integral, 0 a 100 km/h na casa dos 2,5 segundos e autonomia próxima de 530 km.
E o preço? Aqui a Ferrari não pegou leve nem dentro da própria família. A expectativa na Europa gira em torno de €550 mil. Isso signif**a que ela deve custar bem mais que uma 296, 12Cilindri ou Purosangue, que orbitam aproximadamente entre €300 mil e €430 mil, e até f**ar acima de uma SF90 em muitas configurações. Na prática, a Luce deve ocupar o alto da gama regular da Ferrari, abaixo apenas de modelos muito especiais e limitados, como a F80.
Curiosamente, um dos pontos que mais chamou minha atenção não foi a potência. Foi o interior. A Ferrari trabalhou com a equipe ligada ao designer Jony Ive, ex-Apple, mas ao invés de transformar o carro numa tela gigante sobre rodas, manteve algo que muita gente vinha pedindo: botões físicos, comandos reais e sensação mais “mecânica” ao dirigir.
E o som? Não existe um V12 escondido ali, obviamente. Mas a Ferrari criou uma assinatura sonora própria, usando características reais do conjunto elétrico em vez de simplesmente colocar um “MP3 de motor” nos alto-falantes.
A Luce marca uma mudança enorme para Maranello… mas a própria Ferrari já deixou claro que não pretende abandonar tão cedo os motores a combustão.
Agora vem a pergunta difícil: uma Ferrari elétrica com mais de 1.000 cv continua sendo uma Ferrari… ou falta algo impossível de substituir?