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Lançar um livro é realizar um sonho e a Ceos Editora  ajuda você a realizar seu sonho de publicação...Lançamento de Paul...
21/12/2015

Lançar um livro é realizar um sonho e a Ceos Editora ajuda você a realizar seu sonho de publicação...Lançamento de Paulo Kronitt, Soldados em Guerra.

21/12/2015
Mais um lançamento da Ceos Editora o livro Poesia em Primeira Pessoa de Francielle C. da Silva, no qual a poetisa reúne ...
19/12/2015

Mais um lançamento da Ceos Editora o livro Poesia em Primeira Pessoa de Francielle C. da Silva, no qual a poetisa reúne a delicadeza da poesia com olhar crítico e, às vezes, jocoso, sobre questões que envolvem o ser humano e, em especial, a mulher.

18/12/2015

A menina sonha
(por Claudia Vanessa Bergamini)

O Sol abrilhantava ainda mais a paisagem... O horizonte eram planos, sonhos, perspectivas infinitas de um amanhã a florescer. O Verde que ajudava a emoldurar a beleza natural era também a cor que tanta esperança trazia aos olhos daquela menina. Assim tão pensativa, assim tão confiante, ela olhava rumo ao longínquo e secreto amanhã. Não precisava haver dúvidas, seu mirar era certo e confiante de que a beleza faria florescer um futuro sem dor, dias de alegria, sorrisos de contentamento, abraços suaves como o toque à flor.

15/11/2015

Caros amigos escritores, em tempos de tragédias naturais e outras provocadas pelo homem, sigamos os conselhos de Carlos Drummond de Andrade, que, em À procura da poesia, escrita logo depois da segunda grande guerra, orienta-nos a penetrar no mundo da palavra.

Poetas, romancistas e cronistas, a palavra é, pois, nosso universo!

À Procura da Poesia
Carlos Drummond de Andrade

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.

Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.

Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

Endereço

Londrina, PR

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