Motor Four

Motor Four Revista Eletrônica com tudo sobre carros, além de classificados! Anuncie seu carro aqui! Programa de TV!

AYRTON SENNA Hoje é aquele dia estranho no calendário. Um dia feliz e triste, como uma vitória com gosto de derrota. Tri...
30/04/2025

AYRTON SENNA
Hoje é aquele dia estranho no calendário. Um dia feliz e triste, como uma vitória com gosto de derrota. Triste porque marca a data em que um gênio nos deixou. Feliz porque, por algum milagre do cosmos, ele nasceu no mesmo país que eu — e, pasme, não foi na Alemanha, nem na Inglaterra, nem na Itália… Foi no Brasil.
Ímola, 1º de maio de 1994. Um domingo. O mundo normal estava curtindo o feriado. Eu estava em casa. Ele estava trabalhando. E morreu fazendo exatamente o que amava. Aliás, vamos ser sinceros — Senna não dirigia carros. Ele os domava. Como se cada volta fosse uma briga de faca no escuro contra a morte. E ele sempre vencia. Até aquele dia.
Desde então, passei 31 anos procurando outro piloto que entregasse o mesmo pacote completo: velocidade insana, precisão cirúrgica, coragem de samurai e carisma de estrela de rock. Spoiler: não encontrei. Porque Senna era mais do que um piloto. Ele era um gladiador com luvas de couro.
Ele foi mais popular que Prost na França. Virou uma espécie de divindade no Japão, do tipo que se curvariam pra ele nos templos. E aqui? Aqui no Brasil, foi elevado à categoria de herói nacional. Um super-humano metido num macacão vermelho da McLaren, guiando como se estivesse jogando xadrez a 300 km/h.
Estamos falando de um homem que ganhou corrida com o carro sem freio. Outra com apenas UMA marcha. Como se você fosse lutar contra um dragão usando uma colher de sobremesa — e ainda ganhasse.
Senna era isso. O pacote completo. Talento, bravura, intensidade e alma. E por isso ele não envelheceu. Ele não ficou careca, nem barrigudo, nem virou comentarista de sofá. Não. Ele ficou congelado no tempo: jovem, imortal, com aquele capacete verde e amarelo brilhando como o sol num dia nublado.
E sabe o que é pior (ou melhor)? Ele continua inspirando. Continua vivo. Nas pistas, nos sonhos, e nos domingos de manhã — mesmo que hoje eles já não tenham o mesmo brilho.
E sim… eu tenho saudades daqueles domingos.
Beto Villani

SEMANA DE GRANDE PRÊMIO, SENHORAS E SENHORES!Há algo de sagrado no som de um motor rasgando o ar num domingo de manhã. P...
10/04/2025

SEMANA DE GRANDE PRÊMIO, SENHORAS E SENHORES!
Há algo de sagrado no som de um motor rasgando o ar num domingo de manhã. Para mim, e para qualquer ser humano com alma, uma semana de Fórmula 1 é uma espécie de feriado não declarado — especialmente se você, como eu, sobreviveu à era em que Senna e Prost brigavam como dois gladiadores tentando provar, com ousadia e ignorância científica, que dois corpos podem sim ocupar o mesmo espaço. Spoiler: nunca conseguiram. Mas tentaram. E foi glorioso.
Era uma época dourada. Tínhamos Piquet com seu sarcasmo debochado, Mansell e aquele bigode que merecia um troféu próprio, e claro, Senna — o homem que dirigia como se tivesse um pacto com os deuses da velocidade. E o melhor: quase sempre vencíamos. Sim, o Brasil já foi o centro do universo automobilístico. Anota aí, TikTokers.
E AGORA, BAHREIN.
Desde 2004, esse oásis iluminado no meio do deserto nos brinda com um dos circuitos mais visualmente impressionantes da temporada. Um lugar onde camelos devem usar óculos escuros e a areia parece ter sido varrida pra não sujar o asfalto. Foi lá que o mestre Schumacher, com sua Ferrari feita de laser e pura precisão alemã, venceu a primeira edição.
E o recordista? Lewis Hamilton. Cinco vezes rei do deserto. Uma espécie de Moisés moderno, guiando seu carro entre as dunas rumo à terra prometida do pódio.
Max Verstappen? Duas vitórias. Só. Mas considerando que o rapaz parece ter nascido com o pé colado no acelerador e uma sede de dominação global, seria insensato descartá-lo.
MAS AQUI VEM O FATO MAIS DELICIOSAMENTE IRÔNICO DE TODOS:
A gloriosa, a lendária, a outrora invencível McLaren… nunca venceu no Bahrein. Nada. Zero. Nem um troféuzinho de consolação. Um mistério tão inexplicável quanto um carro chinês passando por um quebra-molas sem fazer barulho.
Será que é esse ano? Será que Norris e Piastri vão, enfim, fazer história no lugar onde a McLaren parece ter uma maldição? Talvez. E eu sinceramente espero que sim — porque se o domínio da Red Bull continuar, vamos precisar de algo diferente pra manter o sangue quente.
A FERRARI?
Sempre promissora, sempre elegante, sempre... frustrante. Mas há algo no ar. Talvez a mágica vermelha esteja voltando. Leclerc tem fome, Hamilton tem cérebro. Se não fizerem burradas estratégicas — o que, convenhamos, é pedir muito — podem surpreender.
A MERCEDES?
A Mercedes é como aquele roqueiro dos anos 80 que ainda sobe no palco: já foi lenda, ainda sabe fazer barulho, mas ninguém tem certeza se vai cantar ou tropeçar no próprio microfone. Toto ainda pode tirar mágica da cartola. E Russell? Bem, ele ainda parece alguém que fez o curso "Como ser o novo Lewis Hamilton em 10 passos".
ENFIM...
O Bahrein vai ferver. E se a McLaren vencer, eu prometo levantar da poltrona, bater palmas e gritar: Finalmente!
Beto Villani

07/04/2025
Na Fórmula 1, há sempre os bons pilotos. Aqueles que fazem ultrapassagens ousadas, seguram o carro no limite e arrancam ...
06/04/2025

Na Fórmula 1, há sempre os bons pilotos. Aqueles que fazem ultrapassagens ousadas, seguram o carro no limite e arrancam aplausos em tardes de domingo. São talentosos. Admiráveis. Mas, sejamos honestos: são apenas o início da escada.
Suba um degrau, e você encontra os campeões. Esses já são raros. Gente que sentou em máquinas velozes e teve sangue frio suficiente pra cruzar a linha de chegada na frente — não uma, mas várias vezes. É preciso cabeça, coragem e um talento sobrenatural.
Mas existe um patamar acima. Um grupo que não corre contra pilotos, mas contra a própria história. Eles quebram recordes. Reinventam o impossível. Dirigem como se fossem filhos da gravidade e do caos. São os ases do volante.
E, por fim, o topo da montanha.
O lugar dos intocáveis. Dos mitos.
Homens que, com carros inferiores, desafiaram titãs. Que transformaram máquinas medianas em armas de destruição em massa.
Esses não vencem apenas corridas — eles mudam o DNA do esporte.
Hoje, esse trono recebe um novo rei.
Um gênio impiedoso. Um garoto que virou lenda.
Um gladiador que sorri no meio da tempestade.
Seu nome? Max Verstappen.
E se você não está arrepiado agora, talvez precise ver menos Netflix e mais Fórmula 1.
Por Beto Villani

VW Nivus vs VW GolfPor Beto Villani 1. Primeiro olhar — o designNivus:Você olha para o Nivus e pensa: "Oh, é um SUV cupê...
05/04/2025

VW Nivus vs VW Golf

Por Beto Villani

1. Primeiro olhar — o design
Nivus:
Você olha para o Nivus e pensa: "Oh, é um SUV cupê... da Volkswagen... que parece um Polo que fez crossfit e agora vive de marmita fitness". Ele tenta ser moderno, jovial, com aquele caimento traseiro que grita: “sou descolado, mas prático também”. Só que, honestamente, parece mais preocupado com o Instagram do que com a estrada.

Golf:
O Golf, por outro lado, é aquele carro que não precisa provar nada pra ninguém. Ele entra na sala de terno sob medida, não fala muito, mas todo mundo sabe que ele já venceu. Design limpo, proporções equilibradas. Parece um carro sério porque é um carro sério. E, como todo bom europeu de meia-idade, não tá nem aí pro seu TikTok.

2. Dimensões — Tamanho é documento?
Dimensão VW Nivus VW Golf (Geração 7,5)
Comprimento 4.266 mm 4.258 mm
Largura 1.757 mm 1.799 mm
Altura 1.493 mm 1.481 mm
Entre-eixos 2.566 mm 2.636 mm
Porta-malas 415 litros 313 litros

O Nivus é mais alto, claro, porque precisa ver por cima da arrogância do próprio design. E sim, tem um porta-malas maior, pra você carregar todas as suas ilusões de que dirige um SUV de verdade.
Mas o Golf... o Golf é mais largo e tem entre-eixos maior. Ou seja, mais estável em curvas e mais confortável pra quem vai atrás. Porque no Golf, diferente do Nivus, as pessoas podem viajar sem parecer que estão sendo transportadas como bagagens.

3. Interior — cockpit ou cafeteria?
Nivus:
Tela flutuante, painel digital, comandos por toque... tudo muito bonito. Mas se você acha que isso vai te fazer sentir como um piloto, parabéns: caiu no marketing. O interior do Nivus é moderno, mas é plástico por todos os lados. Tudo é touchscreen, o que significa que você vai errar o ar-condicionado 3 vezes antes de acertar.

Golf:
Dentro do Golf, tudo está onde deveria estar. Botões de verdade, materiais sólidos, ergonomia perfeita. É como se um engenheiro alemão tivesse montado cada peça dizendo "isso funciona, e ponto". Pode parecer simples, mas simples nunca foi tão bom.

4. Dirigibilidade — A alma do carro
Nivus (1.0 TSI, 128 cv):
Ágil na cidade, econômico, mas... falta alma. O motorzinho 1.0 turbo até tenta ser esperto, mas parece mais um cara puxando ferro leve na academia do que um atleta olímpico. Faz o que precisa, mas sem emoção.
É como um café descafeinado: cumpre o papel, mas... por quê?

Golf (1.4 TSI, 150 cv):
O Golf te envolve. O volante comunica, a suspensão te abraça, o motor responde com um sorriso sarcástico. Dirigir um Golf é lembrar que carros ainda podem ser máquinas de prazer, mesmo com quatro portas e espaço para sogra.

5. Conclusão — Qual escolher?
Se você quer um carro para parecer moderno, estacionar no shopping e tirar selfies com o porta-malas aberto, vá de Nivus. Ele vai te servir bem, como uma boa jaqueta da Renner que imita couro italiano.

Mas se você quer dirigir, sentir o asfalto, entender o carro, ir além do trajeto e curtir a jornada... então o Golf é sua melhor chance de entender por que amamos carros.

Endereço

Rua Daniel De Assis, 10
Descalvado, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Motor Four posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar